Cartas e Críticas dos Leitores sobre os artigos de Stephen Kanitz

Parabéns, Calouros de 2007

CRIAR E GERAR CONHECIMENTO
Importante, fundamental e evidentemente óbvio que o conhecimento humano tenha que passar pelas experiências vivenciadas por pessoas que ao longo do tempo conseguiram transformar informações em conceitos. Conhecidas como grandes mestres ou doutores, essas pessoas foram capazes de ir além. Fizeram um pouco mais do que apenas aprender: criaram e geraram conhecimento.
No começo de 2007, iniciei a primeira aula de Gerência de Produtos da 5ª fase de Marketing citando o Artigo “Parabéns Calouros”, publicado na Veja por Stephen Kanitz, Mestre em Administração de Empresas pela Harvard Business School. O excelente texto de Kanitz foi a base para um desafio proposto à turma: criar um novo conceito de PRODUTO.
Fizemos isto usando o EaD - Educação à Distância, num fórum onde os 50 alunos interagiram com idéias. Umas meio doidas e outras tradicionais. O resultado, depois de mais de 200 colaborações, foi incrível e assustador: a capacidade desta turma em criar e gerar conhecimentos foi muito além das expectativas.
Fiquei tão encantado que resolvi partilhar os novos conceitos criados. Falo em novos conceitos, porque foram três e não somente um, conforme a proposta inicial.
“Produto, ao mesmo tempo, pode ser tudo ou nada. O valor gerado no intervalo entre a expectativa e a realização tem uma força invisível tão grande que o resultado pode tanto ser um sucesso como um total fracasso”.
“Imagine-se numa prateleira de um supermercado. Você quer ser comprado, não quer? Um produto também quer. Então não basta oferecer o trivial, você tem que agir e se moldar de tal forma que se torne a peça faltante do quebra-cabeça do consumidor; através de atributos físicos, de caráter e estilo, que criem um verdadeiro elo emocional”.
“Somos reflexos daquilo que consumimos na busca da união entre a realidade e a ficção, como um casamento. Tanto num quanto noutro, o equilíbrio não é fácil de ser mantido. É preciso inovação de uma mente brilhante, o tempo todo. Assim acontece com a manutenção de um produto no mercado. É como um malabarista que, para se manter na corda bamba, necessita ser ágil e flexível sempre”.
O que me motiva a atividade de lecionar são estes resultados que a capacidade humana nos revela. Não só gênios, mestres ou doutores podem gerar conhecimento. Nós podemos influenciar quando nos unimos.
Penso que o nível do processo de ensino vai melhorar na medida em que acreditarmos no potencial do novo aluno, aquele que faz algo a mais e já se destaca. Estes têm lugar garantido nas empresas ou nas universidades.
Edson Ewald, Professor de Marketing, Centro Universitário de Jaraguá do Sul – Unerj

A Razão da Estagnação

Parabéns pelo magnífico trabalho. Um abraço nominalista.
Antonio Delfim Netto

Gostaríamos de recomendar, entusiasticamente, a figura do administrador por Harvard Stephen Kanitz para o próximo Nobel de Economia pelo seu brilhante artigo. A forma de calcular juros do senhor Kanitz certamente fará história.
Vitor F.Reichelt

Se nós pudéssemos ler ou ouvir nossos economistas, ficaríamos sem saber o que realmente acontece na nossa economia e ficaremos "entregues aos donos da verdade". Como esclarecer e envolver relmente nossa sociedade é o ponto essencial.
jmvcbatista@globo.com

O Segredo do Casamento

Nunca vi ninguém descrever o segredo do casamento com tanta clareza, maturidade e inteligência. Eu mesma já me separei e voltei para o mesmo marido. No último domingo, antes de VEJA chegar, estávamos prestes a nos separar pela segunda vez. Após lermos o Ponto de Vista, rimos e decidimos recomeçar.
Andréa Peixoto

O texto é inteligente, brilhante e corajoso, principalmente hoje em dia, quando somos bombardeados com informações contra a instituição família. Tirei o texto da revista e plastifiquei para colocar na cabeceira da minha cama. Obrigada, VEJA, por contribuir para a união das famílias. Conquistarei novamente minha esposa, sempre que for necessário.
Ricardo Passos Conceição

O Poder da Validação

Caro Stephen Kanitz, Desejo felicitá-lo por seu artigo "O Poder da Validação". Ofereço-lhe, assim, minha "validação", o meu "valeu" pelo seu artigo tão bem interpretado, tão humanizador e tão verdadeiro. Quem não precisa de uma palavra de apoio ? Com admiração,
Joanita. (Embaixada do Brasil em Abidjan, Costa do Marfim, Africa Ocidental)


Stephen, estou te validando hoje. Valeu, Stephen, valeu, seu artigo na Veja, valeu, meu dedão está para cima... Abraços Nahor

Boa tarde ! Meus cumprimentos pelo artigo "O poder da validação" na revista Veja. Acho importante um elogio bem colocado, desde que merecido, um apoio para quem necessita, um estímulo, um incentivo para um talento escondido. Faz parte da vida reconhecer coisas boas nas pessoas. Parabéns, Sr. Kanitz. Valeu. Um dedão para cima para o senhor. Roberto J. G. Unger

Quem tem a sabedoria para escrever um artigo desse naipe, somente pode se sentir inseguro pela própria condição de humano. Sou leitora de VEJA e nunca me identifiquei tanto com um artigo, ao ponto, só para VALIDAR, de enviar este e-mail, a fim de parabenizá-lo pela sensibilidade e visão real do que é viver com qualidade.Acrescento mais: o ato e o hábito de validar acaba tornando seguro não só quem foi validado, mas, igualmente, quem valida, até porque acredito que retorna o que cada um irradia. Comigo é assim.
Eneida Dias de Miranda

Prezado Sr. Stephen Kanitz, É com um misto de prazer e admiração que invisto alguns minutos do meu horário de almoço para, pela primeira vez, parabenizá-lo por seus artigos na revista Veja. Não sei se é uma feliz coincidência, mas não li, ainda, um artigo seu em que não concordasse na íntegra; é sempre prazeiroso ler alguém que "fala" de maneira tão clara e direta, sem o emprego de expressões e palavras complicadas. Oxalá todos se expressassem de forma tão direta e sem o uso de idéias e expressões tão complicadas apenas com a itenção de mater o "status". Sou Administrador por formação e me sinto muito orgulhoso por saber que pertenço a uma profissão na qual o Sr. também faz parte. Obrigado por tornar a leitura de uma página tão prazeirosa
Sergio Kill

Sempre que tenho em mãos a Revista Veja , vou direto ao súmario para saber se entre os colunistas da semana consta o Ponto de Vista de Stephen Kanitz . Parabéns , adoro seus artigos , são humanos e nos leva a refletir sobre nossa conduta e nosso comportamento. Obrigado , continue nos dando este prazer .
Benedito Ronaldo da Silva

Gente Como a Gente

É incrível como cada vez mais Stephen Kanitz consegue ser inteligente e perspicaz. As coisas que relata e o modo como as escreve, tão resumidamente coerente, sempre me chamam à reflexão. Desta vez, o artigo "Gente como a gente" (Ponto de vista, 7 de março) me fez perceber a realidade exatamente como Kanitz descreveu. Tratei logo de enviar o artigo, por e-mail, a todos os meus amigos, não só aos que se parecem comigo, mas também, seguindo o conselho do autor, aos que não pensam nem agem como eu.
Eduardo Cordeiro Rocha
Fortaleza, CE

Com a leitura do artigo "Gente como a gente", pude, mais uma vez, refletir sobre minha introversão, meu individualismo e minha intolerância. Há muita lucidez no que o articulista escreveu.
Pablo Cassiano Santos
pcsantos@vix.matrix.com.br

Ambição e Ética

Ler artigos assinados por Stephen Kanitz é sempre gratificante. Mas neste "Ambição e ética" (24 de janeiro) ele foi magistral. Sem atacar grupos e usando exemplos contemporâneos como pano de fundo para seu raciocínio, Kanitz oferece ao leitor um cafezinho enquanto conversa com ele, chamando-o à reflexão, como a lhe perguntar: "Você não pensa o mesmo?" Se cada leitor pudesse responder, diria, enquanto sorve o cafezinho: "Sem dúvida!" (Ponto de vista, 24 de janeiro)
Etiene Arruda
etiene@uol.com.br

O texto de Kanitz, educativo e formador de opinião responsável, é extremamente feliz quando diz: "Nunca colocar minha ambição à frente de minha família". Aliás, a família é o berço da ética.
Giovannini Cesar Figueiredo
Campina Grande, PB

A Auto-Estima dos Nossos Filhos

Em poucas palavras, com simplicidade e muita sensibilidade, Kanitz transmitiu a todos o que nós, psicólogos, tentamos reconstruir às vezes durante muitas sessões em nossos consultórios (Ponto de vista, 24 de maio).
Eneida Albuquerque Müller
eamuller@elogica.com.br

Melhor do que as dezenas de livros lidos pela família Kanitz para criar seus filhos, só este artigo, que vale por tudo até então conhecido - e muito mais barato.
Oscar Baptista
Recife, PE

Tocante. Profundamente tocante. Stephen Kanitz, em seu Ponto de vista, foi alvo de minha leitura não uma ou duas, mas diversas vezes. Pensei em cada parágrafo, cada frase, cada palavra. Sublime. Pretendo recordá-lo de tempos a tempos, como uma forma de auto-avaliar meu desempenho como pai.
Haroldo Kalleder
São Paulo, SP

Nossos Filhos Terão Emprego

O professor Stephen Kanitz coloca com toda a sinceridade e clareza as dificuldades que enfrentarão os jovens ao procurar emprego. O que ocorre, porém, é que Kanitz pensa e fala para as mães de classe média preocupadas com os filhos que estão em boas faculdades e universidades e têm uma vida estável. O problema é muito maior. Tenho 18 anos, uma salgada faculdade de 539,48 reais, um pai desempregado e nenhuma qualificação específica a ser colocada no currículo. Estou procurando qualquer emprego desde dezembro e não estou preocupada com o que vem depois da faculdade, mas, sim, em pagá-la (Ponto de vista, 25 de março).
Débora Rubin de Toledo
São Paulo, SP

O fim da incompetência

Voltando hoje de férias e colocando a vida em dia, tenho como uma das minhas prioridades felicitar Stephen Kanitz pelo artigo "O fim da incompetência" (4 de março). O artigo é um primor. Nos últimos tempos eu também ando fazendo pregações na mesma direção. Fico feliz em saber que, em alguma coisa, estamos acertando.
Gustavo H.B. Franco
Rio de Janeiro, RJ

Iniciativa e Acabativa

Genial o artigo de Stephen Kanitz "Iniciativa x acabativa" (Ponto de vista, 11 de novembro). Logo que terminei sua leitura, liguei o computador e apliquei "acabativas" em algumas iniciativas carentes de conclusão. Reconheço que tenho abundância de iniciativas mal concluídas. Com o casamento com as "acabativas" vão se reproduzir bem. Espero fazer um casamento. O título de Kanitz, com o X, sugere confronto. O texto recomenda "Iniciativa & acabativa".
Wagner Matias de Andrade
wagner@solucria.com.br

Ponto de Observação

Mais uma vez nós, leitores de VEJA, somos agraciados com um artigo conciso, cartesiano do professor Stephen Kanitz. Quem sabe, passados 500 anos, os mandatários da nossa nação passem a refletir sobre o quão importante é respeitar a tradição, a cultura, os sotaques, a intuição, os hábitos e os costumes de um povo (Ponto de vista, 12 de abril).
Carlos Augusto F. Saraiva
Barueri, SP

Cargos de Desconfiança

Parabéns pelo belíssimo texto publicado na seção Ponto de vista (24 de junho). Várias pessoas (eu, inclusive) lembraram dos grandes chefes, ou melhor, dos mestres que nos serviram de exemplo em nossa vida profissional.
Milú Villela
São Paulo, SP

O professor Stephen tem razão, profissionalismo e competência no serviço público não se criam a cada quatro anos. Propostas de governo de candidatos comprometidos com o crescimento do Brasil deveriam contemplar o aprimoramento do serviço público. Os cargos de gerenciamento e de formulação de políticas públicas deveriam ser obrigatoriamente ocupados por servidores de carreira, que vislumbrariam a possibilidade de acesso a cargos elevados (confiança) por seu comprometimento com a qualidade, experiência e competência em servir ao público ("Cargos de desconfiança", 19 de agosto).
José Luís Silva Ribas
Curitiba, PR

A Aposentadoria Sumiu

Nossa aposentadoria sumiu mesmo, e faz muito tempo, pois foi utilizada para outros fins. E, o pior, não vejo como o governo irá resolver isso, com tanta gente mamando nos recursos (Ponto de vista, 20 de outubro).
Otilio Figueira
Bezerra Maringá, PR

Como Ficar Rico no Brasil

Concordo inteiramente com seu ponto de vista sobre o equívoco de nosso padrão industrial. Meu pai dizia que "o Brasil é um país de pobres, onde tudo é feito para os ricos". Só faço um reparo: não é necessária uma política industrial para corrigir isso. O governo pode ficar fora disso. O que se necessita é de espírito empreendedor; é preciso que nossos empresários vislumbrem as oportunidades de mercado onde elas existem, fazendo os produtos que a maioria dos brasileiros possa comprar. Torço para que seu artigo "Como ficar rico no Brasil" (Ponto de vista, 14 de junho) tire o cisco dos olhos deles.
Maria Helena Zockun

Administração Feminina

Majestosa a análise sobre o estilo feminino de administrar. Nosso orgulho se traduz, sobretudo, na ênfase de que "relacionamento" é fundamental. Num mundo globalizado, acreditamos ser de bom-tom que todos deixemos nosso lado feminino se exarcebar um tantinho.
Milú Villela
São Paulo, SP

Está mais que provado que o bicho homem, em tudo que se meteu, deu errado. E ponha errado nisso! Em todos os poderes, sempre com maioria esmagadora, deu nisso que estamos vivendo. Vamos entregar os poderes às mulheres. As gerações futuras serão, com toda a certeza, mais felizes.
Sebastião Junqueira Villela
tvillela@uol.com.br

Revolucione a Sala de Aula

O artigo (Ponto de Vista, 18 de outubro) parece uma reflexão que constantemente faço sobre o padrão e a eficiência da transmissão de conhecimentos. Os alunos assemelham-se a "múmias". Não têm nenhuma participação na aula. Faço cursinho e sofro com a falta de participação, salvo em raras oportunidades de debate nas aulas de redação. Acredito que a engenhosidade, a criatividade e, em cota menor, a memória são importantes para o estudante e futuro cidadão. O critério para ser aceito pelos colegas é o da memória: mais inteligente e admirável é aquele que consegue memorizar a avalanche de informações dadas pelos professores. Idéias inovadoras são vistas com vilipêndios e achaques. Como nas indústrias, observamos a padronização e massificação do homem e de seus conhecimentos. Infelizmente, não posso fazer uma revolução na minha sala de aula. As cadeiras são fixas. Preciso contentar-me com o tablado e o professor.
Francisco Quinteiro Pires
piresfrancisco@uol.com.br


Sou um velho professor. Dei minha primeira aula em 1953, na França. Hoje não sei dar aula se os alunos não estão em círculo. Aliás, não dou aula. São encontros com os alunos. Encontros em que funciona a "inteligência coletiva" do grupo. Porém, cada vez que ingresso na sala do encontro, tenho de reconstruir o círculo. Às vezes tenho de sofrer a raiva das faxineiras porque bagunço demais a sala de "aula".
Jacques Vigneron
São Paulo, SP


Concordo plenamente com o artigo "Revolucione a sala de aula". É preciso que valorizemos o ser humano, seja ele estudante, seja professor. Acredito na importância de aprender a respeitar nossos limites e superá-los, quando possível, o que será mais fácil se pudermos desenvolver a capacidade de relacionamento em sala de aula. Como arquiteta concordo com a postura de valorização do indivíduo, em qualquer situação: se procurarmos uma relação de respeito e colaboração, seguramente estaremos criando a base sólida de uma vida melhor.
Tania Bertoluci de Souza
Porto Alegre, RS

A Beleza dos Casamentos

As palavras do artigo "A beleza dos casamentos" (Ponto de vista, 9 de maio) me fizeram lembrar do meu. A cerimônia foi em uma manhã de julho do ano passado, numa linda igrejinha cercada de árvores, em um dos sítios históricos aqui do Recife. Tudo correu bem, poucos convidados, mas muitos amigos e a família. O único stress foi causado justamente pelo fotógrafo e sua equipe. Queria que ficássemos mais de meia hora plantados no altar, posando de tal forma que precisaríamos ter feito um curso de modelo. Meu marido diz que nunca vai esquecer meu sorriso olhando para ele na porta da igreja. E, para lembrar isso, como nos diz Kanitz, não necessitamos ver o álbum de fotos nem o filme que está em nossa mesinha-de-cabeceira. Está tudo gravado na memória de nossos afetos.
Lúcia Salvari
Recife, PE

O Fim das Pequenas Empresas

Um dos inúmeros motivos que me levaram a sair do Brasil há quatro anos foi exatamente a falta de perspectivas: ou me submetia (no sentido mais amplo da palavra) indefinidamente ao esquema corporativo e rezava, ou partia para a carreira pública - investir no Brasil era e é para quem tem muito dinheiro ou pouco juízo.
Carlos Eduardo Souza Lopes
Cottage Grove, Wisconsin, EUA

Lúcido e oportuno o comentário de Stephen Kanitz. O foco dos dias atuais é exatamente esse: o excesso de tributação está demonstrando que o governo (o obeso, insaciável e inepto Estado brasileiro) resolveu fazer uma canja com a galinha que põe um ovo de ouro todo santo dia, tal como na fábula. Imagino que alguém, em algum lugar da Europa, tenha escrito alguma coisa semelhante às vésperas da Revolução Francesa.
Guilherme Vinicius Dietrich
Porto Alegre, RS