Stephen
Kanitz
Inicialmente, para entender
a essência da escola nominalista de economia é
necessário que todos compreendam que no Brasil nenhum
investidor sabe qual a taxa de juros oferecida pelo governo,
por mais incrível que esta afirmação
possa parecer.
A taxa de juros no Brasil não são
juros, apesar dos nominalistas jurarem o contrário.
Estes juros que estão aí são a soma
de juros mais inflação, só que ninguém
sabe por certo quanto é juro e quanto é inflação.
Você compraria
títulos sem saber qual os juros que irá receber?
Claro que não! E os que compram nossos títulos
só o fazem porque embutem uma enorme taxa de risco
para cobrir esta incerteza. Não é por acaso
que temos a maior taxa de risco do mundo, apesar dos fundamentos
da economia serem excelentes.
Parece inconcebível
afirmar, mas ninguém encontrará em nenhum
jornal ou revista deste país, a taxa de juros básica
da economia. Você somente encontrará a Taxa
JurosComInflação, que poderia ser chamada
de Taxa PerasComMaçãs, porque soma duas informações
não passiveis de serem somadas e significa absolutamente
nada para o aplicador.
Para saber a taxa de juros, o aplicador precisa
contratar um economista nominalista de renome para estimar
a taxa de inflação futura e descontá-la
da taxa PerasComMaçãs, e mesmo assim
correr um risco de incerteza na previsão.
Você compraria um título
do tesouro sem saber qual a taxa de juros oferecida? Você
compraria um título de cinco anos do governo sem
saber qual será a taxa de juros e a inflação
de 2016? Por isto, poucos o fazem.
Quando seu economista nominalista
contratado estimar a inflação entre 5 a 7%,
qual das duas estimativas você escolhe? Certamente,
a maior. Esta incerteza de imediato aumenta os nossos juros
em 200 pontos percentuais.
E se você é
um daqueles que não acredita nas estimativas dos
nossos melhores nominalistas, provavelmente você embutirá
300 ou até 400 pontos percentuais para compensar
o risco de erro da estimativa. Por que pagar por
esta incerteza desnecessária?
Pequenos investidores que
não têm estes economistas nominalistas à
sua disposição, precisam acreditar nas "metas
inflacionárias" do Governo, que até agora
nunca foram totalmente cumpridas. A política de metas
inflacionárias não diminui as incertezas,
pelo contrário, as aumenta. Governo tem de
garantir os juros não a meta de inflação.
Mais preocupante ainda é
o fato de que não é somente o aplicador que
não sabe quanto será o juro que irá
receber. Pela mesma razão, sequer o governo
sabe o juro que irá pagar, o que é
absolutamente inconstitucional.
Temos procedimentos constitucionais
que exigem aprovação prévia pelo Legislativo
do orçamento do Executivo, onde todas as despesas
precisam ser exatamente discriminadas.
Temos uma extensa lei de
licitações com o objetivo de impedir abusos
e controlar as despesas governamentais. Como então
podemos permitir que economistas emitam 500 bilhões
de títulos públicos sem que os juros sejam
precisamente especificados, sem que se saiba qual será
o juro efetivo que o governo irá pagar, somente uma
“vaga idéia”?
JUROS SERÃO
CLAROS E PRÉ-DETERMINADOS
A solução da
escola realista é bem clara. Lançar títulos
com juros pré-determinados. E para a escola realista
juro é sempre real. Juro real para um realista é
pleonasmo. Realistas não saem dizendo por aí
trabalhador real, câmbio real, superávit real.
Em vez de prometer metas
inflacionárias para serem descontadas da Taxa PerasComMaçãs,
basta emitir títulos públicos que
estabeleçam os juros reais antecipadamente, de forma
clara, sem previsões nem surpresas, como
era a caderneta de poupança antigamente.
Se o juro de mercado for
de 6%, este será o juro que os títulos irão
pagar, garantido pelo governo. Ninguém terá
de contratar economistas da escola nominalista para estimar
a inflação futura para saber qual o juro que
irá receber.
Não será
necessário estabelecer metas inflacionárias
para que o investidor tenha uma vaga idéia do juro
que o governo irá pagar. Publicaremos este
juro em todos os jornais do país, ninguém
precisará adivinhar a inflação futura.
Infelizmente, quando o Banco
Central reduz, digamos, os juros de 18,5% para 17,5% a maioria
dos aplicadores e formadores de opinião acredita
que os juros baixaram, especialmente quando noticiado com
enormes manchetes de jornais.
Não percebem que não
foram os juros que foram reduzidos, mas sim a Taxa PerasComMaçãs.
Para saber se de
fato os juros foram reduzidos é necessário
esperar mais 12 meses quando será divulgada a taxa
efetiva de inflação. Se a inflação
efetiva for menor do que a inflação embutida
na Taxa PerasComMaçãs, o juro terá
aumento e não redução conforme noticiado.
No sistema PerasComMaçãs
da escola nominalista você só fica sabendo
qual o juro depois que a aplicação for resgatada.
Nem a melhor estimativa do melhor economista da escola nominalista
lhe garantirá certeza. Economistas da escola realista
não precisam estimar as taxas de juros. Ele é
definido. Por isto os títulos com Taxas PerasComMaçãs
são chamados de títulos com juros pós-fixados.
A escola realista só trabalha com juros reais pré-fixados.
Quem for saudosista ou for
nominalista, só precisa vender um futuro de inflação,
e voila, terá o seu título nominal à
moda antiga.
A essência é
o juro real, o juro nominal é uma construção
feita antes da época dos mercados de derivativos.
O juro nominal é um derivativo, é o juro real
com hedge.
O MESMO ERRO DA
CRISE DE 1929
Este mesmo erro
foi cometido em 1929 e redundou na maior recessão
da história da humanidade. Os economistas americanos
reduziram a Taxa PerasComMaçãs americana de
5% para 2%, com o intuito de estimular a economia.
Por usarem Taxas PerasComMaçãs,
e não juros pré-determinados como estou propondo
aqui, o juro real acabou sendo em 1929 de 17%, o
que causou a maior quebra de empresas e bancos na história
americana.
É que a inflação
estimada de 1% ao ano não se confirmou, e a inflação
de fato em 1930 foi de -15%, ou seja, uma deflação,
o que elevou os juros para 17% ao ano.
Imaginem a loucura que foi
aumentar os juros de forma estratosférica justamente
no início do que poderia ter sido uma pequena recessão.
Apesar de milhares de livros
terem sido escritos sobre o assunto, até hoje os
economistas da escola nominalista não perceberam
que a recessão de 1929 foi causada pelo uso de títulos
com Taxas PerasComMaçãs.
Por usarem Taxas PerasComMaçãs,
e não juros pré-determinados como estou propondo
aqui, o juro real acabou sendo em 1929 de 17%, o que causou
a maior quebra de empresas e bancos na história americana.
É que a inflação
estimada de 1% ao ano não se confirmou, e a inflação
de fato em 1930 foi de -15%, ou seja, uma deflação,
o que elevou os juros para 17% ao ano.
Imaginem a loucura que foi
aumentar os juros de forma estratosférica justamente
no início do que poderia ter sido uma pequena recessão.
Apesar de milhares de livros
terem sido escritos sobre o assunto, até hoje os
economistas da escola nominalista não perceberam
que a recessão de 1929 foi causada pelo uso de títulos
com Taxas PerasComMaçãs.
John Maynard Keynes atribuiu
a recessão de 1929 à falta de políticas
fiscais, e incentivou a criação do FMI, Milton
Friedman atribui à falta de políticas monetárias,
John Kenneth Galbraith à especulação
desenfreada na Bolsa, mas a razão principal
foi o uso indevido de Taxas PerasComMaçãs.
Com títulos com juros reais pré-determinados
a recessão de 1929 não teria sido tão
avassaladora.
Em 1981, o mesmo problema
causou a maior recessão na História Brasileira,
a chamada década perdida. Economistas brasileiros
contrataram dívidas externas na década de
70 com Taxas PerasComMaçãs, na época
chamada de LIBOR, sem terem a menor idéia quais juros
que o Brasil teria de pagar a longo prazo.
Eram contratos com “juros
flutuantes”, onde os juros "flutuavam" após
a assinatura do contrato. Se tivessem assinado dívidas
da forma que a escola realista propõe, com juros
reais pré-determinados, seríamos hoje a quinta
maior potência do mundo e não a décima
quarta.
A Libor subiu em 1981 para
21%, quebramos, e pedimos moratória. O Brasil iniciava
a década perdida.
Se tivéssemos assinado
dívidas com juros reais pré-determinados,
nada disto teria acontecido. Os juros reais na época
aumentariam de 3,5% para 4,5%, algo plenamente suportável.
Quebramos não
porque estávamos super endividados que é o
diagnóstico até hoje disseminado por aí,
mas porque usamos Taxas PerasComMaçãs.
Deveríamos ter pagado 3,5% e não 17%, mas
isto já passou. Infelizmente, nossos economistas
nominalistas não aprenderam a lição
e voltaram em 2004 a lançar títulos de longo
prazo com juros flutuantes.
Durante o início da
década de 90, quando a inflação desenfreada
chegou a 45% ao mês, vimos o encurtamento
da dívida interna para o ridículo prazo médio
de um único dia.
A razão é novamente
o uso da Taxa PerasComMaçãs, e a impossibilidade
de estimar uma inflação cuja taxa mudava diariamente.
Este medo de incerteza da inflação obrigou
o investidor a confiar somente no "overnight".
A desconfiança nunca
foi com relação à capacidade de pagamento
da dívida, mas com a falta de informação
do juro real na Taxa PerasComMaçãs. Ninguém
sabia qual o juro num ambiente de inflação
galopante diária.
Com o plano Real,
o Banco Central conseguiu aumentar, a um custo financeiro
enorme, o perfil da dívida para 24 meses, um grande
feito para quem começou do "overnight".
Mas com a crescente
percepção de uma vitória da oposição,
vemos o rápido estreitamento do prazo médio
da dívida interna ocorrida em 2002, com todos os
vencimentos se estabilizando no início de 2003.
Não é
medo de calote. Todos sabem que a oposição
não terá maioria no congresso para fazer uma
loucura destas.
Qual a razão portanto
para toda esta desconfiança? Novamente, a Taxa PerascomMaçãs,
e a possibilidade de que a oposição irá
privilegiar o crescimento e não o combate à
inflação. E isto não seria problema
se os títulos aderissem à fórmula de
garantir juros reais pré-determinados.
Mostramos quatro casos concretos
dos efeitos nefastos de políticas econômicas
baseadas no nominalismo econômico. A crise da dívida,
o encurtamento dos prazos, a elevação das
taxas de juros, e a Crise de 1929.
Taxa PerasComMaçãs
tem duas vantagens, razão porque elas são
adotadas até hoje pela escola nominalista, apesar
dos problemas que elas geram. Primeiro garantem emprego
eterno para economistas nominalistas como estimadores da
inflação futura. Bancos pagam a peso de ouro
quem puder adivinhar se o juro irá subir ou cair
dependendo da inflação futura.
A segunda vantagem, não
menos importante, é que segundo os próprios
economistas da escola nominalista as Taxas Nominais
criam uma "ilusão monetária".
O aplicador acha que recebe muito mais juro do que de fato
irá auferir, e é portanto muito mais fácil
colocar títulos públicos e CDBs se o povo
for iludido. O fim da inflação significa o
fim da ilusão monetária.
Infelizmente, não
temos no Brasil uma lei muito rígida contra propaganda
enganosa. Mas a escola realista condena a divulgação
de taxas nominais como sendo o verdadeiro juro, iludindo
a população brasileira.
A escola realista lida com
uma enorme dificuldade: lidar com tantos anos de ilusão
monetária e propaganda enganosa. Num primeiro momento
o aplicador achará que de fato estará recebendo
menos, quando na realidade estará recebendo mais:
suas aplicações não serão mais
corroídas pela inflação.
Títulos de 5 anos
pagarão juros maiores. Títulos de 10 anos
pagarão juros (reais) maiores ainda, mas não
embutirão taxa de risco de incerteza da estimativa
da inflação que prevalecerá daqui a
10 anos.
Ao garantir ao aplicador
um juro definido reduz-se o risco, não necessariamente
o juro. Governos podem garantir a inflação
porque seus impostos são proporcionais a ela, mas
não podem garantir as metas inflacionárias
sobre as quais não tem controle.
JUROS ALTOS NO CURTO
PRAZO, DÍVIDA CORROÍDA NO LONGO PRAZO –
UM CONTRASENSO
Vejam os gráficos
comparativos da sistemática atual da escola nominalista
e a realista.
Vejam como os juros nominais são altos na
sistemática nominalista atual sufocando a economia
no curto prazo, e como o montante pago de juros vai caindo
com o passar dos anos, com a erosão da inflação
sobre a base de cálculo dos juros que é o
valor da aplicação corroída.
Os juros começam em
18,0%, em quatro anos representarão somente 14,5%,
e em 19 anos, cairão para 6% ao ano, uma taxa razoável.
Por que? Porque no nominalismo econômico, a inflação
que corrói o principal está contida nos juros.
Como a inflação corrói de fato o montante
da dívida, o juro nominal a cada ano é calculado
sobre um saldo devedor corroído.
Ou seja, o próprio
juro nominal efetivo, cai ano após ano. Fica cada
ano mais fácil pagar os juros nominais, porque a
dívida real é corroída pela mesma inflação
embutida nos juros. Confuso, mas quem cria esta confusão
é o nominalismo.
Por trás destes 18%
de juros nominais, está um juro real de 11%, que
não fica claro usando o sistema de coordenadas dos
nominalistas. Aliás, no sistema de coordenadas nominalista
você não vê a deterioração
da taxa nominal de 18%.
Para os nominalistas a taxa
fica em 18% ao longo dos anos, apesar do efeito da inflação
sobre o principal até lá.
Agora observe o mesmo fenômeno
econômico sob a ótica de coordenadas realistas,
levando o efeito da erosão da inflação.
O montante da dívida cai 6% ao ano, a taxa que usamos,
e a taxa nominal também cai na mesma proporção.
Escola
Nominalista Usando Escala de Coordenadas Realista

Veja que diferença
faz, você estudante de primeiro ano de economia, observar
o mundo econômico usando coordenadas reais, em vez
de coordenadas nominais. Agora dá para perceber alguns
absurdos dos nominalistas. Por que cobrar 18% de juros no
início do contrato e somente 6% no final do contrato,
quando a empresa já está consolidada, provavelmente
o dobro do tamanho original? Pior, por que cobrar 18% no
início das operações de uma empresa,
quando ela ainda não está em pleno vapor,
muitas vezes ainda está construindo a fábrica?
No caso de Itaipu, levamos 10 anos para construí-la,
e foi o nominalismo que lhe trouxe os problemas que enfrentou.
Qual a lógica de cobrar
alto no início e menos no final? Se tivéssemos
um gráfico que representasse as vendas da empresa,
ou o superávit do país, teríamos um
gráfico exatamente ao contrário.
Na sistemática realista, sem mágica alguma,
os juros serão os juros reais de mercado. Neste caso,
11% pela duração do contrato. Não se
paga mais no início, nem se paga menos no final.
Paga-se o que foi contratado de juros.

Nossa vida fica viável a partir do primeiro ano,
não precisamos esperar 20 anos de inflação.
Veja agora o pagamento da
dívida no nominalismo e no realismo. Na escola nominalista
a dívida vai sendo corroída por uma inflação
incerta. No realismo, a dívida permanece conforme
contratada.
A CORREÇÃO
MONETÁRIA E A INDEXAÇÃO NÃO
FORAM ELIMINADAS
Economistas da escola nominalista
criticam o realismo como sendo a volta da indexação,
o que não é verdade. Curiosamente, o fim da
indexação é considerado uma das conquistas
dos nominalistas.
A correção
monetária e a indexação continuam,
só que agora indexam os juros e não a aplicação
como antigamente.
Corrigem os juros, embutindo
neles a inflação, em vez de corrigirem o principal
como antigamente. Portanto, não acabaram com a correção
monetária. Simplesmente trocaram a base da indexação,
e para pior.
Qual a lógica
em dificultar a vida dos pequenos empresários no
curto prazo com juros altos, se a maioria não irá
sobreviver para poder pagar a dívida corroída
pela mesma inflação?
Não há como
eliminar a inflação do sistema financeiro,
como querem os economistas da escola nominalista.
O que não sabem é
que em Finanças a única escolha que um economista
tem é indexar a dívida como se fazia antigamente,
ou indexar os juros como querem os economistas nominalistas
no mundo inteiro.
Investidores sempre irão
se proteger da inflação de alguma forma ou
de outra, mas colocar a inflação nos juros
é um erro que se tem cometido há décadas.
Constitui um erro elementar de precificação
do custo do dinheiro.
Indexar os juros
aumenta-os para níveis estratosféricos, enquanto
que indexar a dívida como era feito antigamente,
mantém o juro baixo e garante que o investidor receba
exatamente o que aplicou.
Por que não reduzir
os juros a curto prazo, eliminando a inflação,
e corrigir a dívida de sorte que o tomador pagará
em quatro anos exatamente o que tomou emprestado? Esta é
a minha proposta.
JUROS COM IMPOSTOS
QUE ONERAM PEQUENOS EMPRESÁRIOS E PREFEITOS
Outra razão
dos juros altos é que o governo Fernando Henrique
Cardoso introduziu o nominalismo econômico na taxação.
Aumentou o imposto de renda sobre juros de 20% nominais
descontado na fonte, para uma alíquota real e incerta
que depende da inflação. Poderá ser
de 35%, 55% ou até 100% em termos reais, dependendo
da inflação do período, ninguém
nunca sabe ao certo no momento da aplicação.
Isto implica em mais um ágio
de incerteza, mais um risco a ser assumido, o que aumenta
nossa taxa de risco em mais 100 ou 200 pontos percentuais.
O imposto de 20% não incide desde 1994 sobre os juros,
mas sobre a taxa PerasComMaçãs que inclui
a inflação, apesar da inflação
não ser renda em nenhuma teoria econômica,
a não ser na teoria brasileira.
Pagamos agora, em média,
40% de imposto, o que eleva os juros para esta estratosfera
que está aí. O investidor exige mais juro
para compensar o aumento do imposto, o que é até
compreensível.
Qual a lógica
de embutir nos juros um imposto de 40%, para depois recolher
de volta estes 40% como imposto, especialmente quando o
governo é o maior tomador de empréstimos do
país?
Para prefeitos, governadores
e pequenos empresários que não são
arrecadadores do imposto de renda, os juros são plenos.
Pagam muito mais juros que o governo federal, e acabam sendo
dependentes de benesses e ajuda federal.
Isto é um perigo para
a democracia e torna o Governo Federal mais poderoso do
que a constituição estabelece. Não
é democrático ter duas taxas de juros, uma
para prefeitos e governadores, e outra para o governo federal.
Prefeitos e Governadores pagam 40% a mais, uma discriminação
política inaceitável.
O primeiro ato de Ministro
da escola realista seria reduzir o imposto sobre juros para
zero. O maior beneficiado será o próprio governo
federal, que é o maior devedor.